Excerpt for A Galinha Assustada - do folclore paranaense, teatro musical by , available in its entirety at Smashwords

A galinha assustada

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Pedro Moreira Nt

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Produzido por Pedro Moreira Nt, através do smashwords

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A galinha assustada: Produzido por Pedro Moreira Nt, através do smashwords

Copyright, 2017 por Pedro Moreira Nt

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A Galinha Assustada

Do folclore paranaense



Apresentação

Essa história veio com os acasos, foi narrada, foi lida, foi contada de várias maneiras. Com certeza deve haver mais a respeito dos acontecimentos que tratam do assunto.

Foi criada para teatro de rua para um grupo de jovens estudantes que a realizaram no início dos anos 90.

As músicas possuem ritmadas diferentes em que as canções que lembram as quadras tradicionais da cultura em que as parlendas, os jogos e brincadeiras trazem para todos nós.

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Dedico aos amigos e a quem gosta do teatro em palco aberto musicado.

Entram os atores que cumprimentam os públicos e interagem com eles.

As crianças e o público brincam de roda.

Roda que roda menina

Roda sem parar

Olará

Roda que é da catira maninha

Brincadeira de dançar

Olará

Quem quer ver

Quem quer

Olará

Quem quer ver

Vai ter de brincar

Olará dancei

Olará cantei

Olará brinquei

Já é hora de começar

Olará, olará, vamos tomar lugar

Olará, olará, a bicharada vai chegar

(Fazem zig-zag, despedem do público e giram cantando, e batem palmas e cada um por sua vez coloca a sua máscara de bichinho - deixam no meio da roda o Limoeiro)

Limão, limoeiro

Mora dentro do galinheiro

(repete até entrada do Limoeiro)

Limoeiro se posiciona em lugar em meio à roda que delimita a brincadeira. Ele desperta.

Limoeiro - Ah! Que dia maravilhoso! Dia gostoso! Estou na terra; estou no céu.

Como é bom o bom dia, o dia bom para todos. Bom dia alegria.

Atores retornam para cantar a entrada da Galinha.

Há escândalos, pulos, salvas de palmas que criam um corso, trenzinhos para enfim entrar.

Lá vem a galinha

Nha,nha,nha

Ela é bem gordinha

Nha, nha, nha

Ela é bonitinha

Nha, nha, nha

E não trabalha

Não, não, não

Gosta do Galo

Que é bem festeiro

Passa o dia inteiro

Debaixo do limoeiro

Debaixo do limoeiro

Passa do dia inteiro

(A Galinha mexe com o público. Se alguém está de um jeito, diz, depois corre um pouco, segue a sua volta mostrando-se toda ao público. Ela reclama de qualquer coisa, anda de um jeito engraçado, não pára muito tempo para conversar, mas logo se desatina a reclamar)

Limoeiro - É sempre assim. A Galinha quando entra no galinheiro, faz essa roda, passeia em volta viajando o mundo inteiro. Vejam que ela se mostra a tal, preocupada em tudo. Nervosa, cacareja apavorada. Ela não tem jeito não, em tudo chama a atenção. Se é sol que triste dia, se é chuva, diz que sabia, se tem vento, se esfria, reclama, reclama a galinha de noite e de dia.

Galinha depois de tanto, com sua cara de espanto.

(Cantoria)

Passa o dia inteiro

Debaixo do limoeiro

Debaixo do limoeiro

Passa do dia inteiro

(Galinha senta-se debaixo do pé do limoeiro)

Limoeiro - Oi Galinha!

Galinha - Não enche Limoeiro, tenho mais que fazer.

Limoeiro - Deseja apenas perguntar se leu aquelas folhas que eu te passei?

Galinha - Não, não gosto de coisa azeda!

Limoeiro - Mas tem histórias diferentes, bonitas, aproveita o seu tempo!

Galinha - Você se acha, não é? Se faz de inteligente, que isso e aquilo, anda até escrevendo. Gente metida.

Limoeiro - Bem, achei que ia gostar, que ia me dizer algo. Se não gostou, se achou legal. Nada demais.

Galinha - Nada demais, essa é fina.

Limoeiro - Pensei que fossemos amigos.

Galinha - Vê se tenho amigos da sua laia, essa não. Faz favor e fica de bico calado.

Limoeiro - Bico? Eu não tenho.

Galinha - Espinhos, azedume, isso tem.

Limoeiro - Mas, amiga Galinha!

Galinha - Quieto, estou assistindo TV pela janela da casa do sítio!

Limoeiro - TV? Está bem, não vou incomodá-la!

Galinha - Tá,tá,tá,reco!

(A Galinha encara o público como se assistisse televisão. Ela comenta sobre o programa e expressões do tipo “que coisa engraçada”; “olhando bem, que notícia ruim”; “será que esse tipo de bicho existe?”; “mas que absurdo eu vejo na minha frente”; “eu já vi de tudo nessa vida de galinha, só faltava essa”; “será que bate bem?”)

Limoeiro - (Para o público) Isso é o que acontece com quem não lê, nem quer saber de nada, tem o mundo na barriga. Uma pena. Uma Galinha tão bonita e tão apavorada. Confia no que outros dizem, na TV, e não é capaz de construir sua própria opinião no mundo em que vive. Uma pena.

Galinha (soltando uns berros) - Ai, ai.

Limoeiro - Não se preocupe gente, toda vez que o dono do sítio desliga a televisão ela tem esses espasmos gritados. Não tenham medo, ela dorme.

(o Limoeiro perscruta o público)

Vejam: Galinha, Ga-linha! Estão vendo? Dorme, dorme. Logo ronca.

(a Galinha faz roncos)

Limoeiro - Não falei?

(Barulhos e gritaria se ouve. O Limoeiro faz um giro explicando ao público que algo está acontecendo. O Pato e a Pata estão chegando.)


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