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A Galinha Assustada

– do folclore paranaense –

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Pedro Moreira Nt

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Produzido por Pedro Moreira Nt, através do smashwords

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A Galinha Assustada

Do folclore paranaense

(Adaptação para teatro de rua, palco aberto)


Apresentação

Essa história veio com os acasos, foi narrada, foi lida, foi contada de várias maneiras. Com certeza deve haver mais a respeito dos acontecimentos que tratam do assunto.

Foi criada para teatro de rua para um grupo de jovens estudantes que a realizaram no início dos anos 90.

As músicas possuem ritmadas diferentes em que as canções que lembram as quadras tradicionais da cultura em que as parlendas, os jogos e brincadeiras trazem para todos nós. (pmnt)


Dedico aos amigos e a quem gosta do teatro em palco aberto musicado.


Ato único

Entram os atores que cumprimentam os públicos e interagem com eles.

(As crianças e o público brincam de roda)


Roda que roda menina

Roda sem parar

Olará


Roda que é da catira maninha

Brincadeira de dançar

Olará


Quem quer ver

Quem quer Olará

Quem quer ver

Vai ter de brincar

Olará dancei

Olará cantei

Olará brinquei

Já é hora de começar


Olará, olará, vamos tomar lugar

Olará, olará, a bicharada vai chegar


(Fazem zig–zag em meio ao público e giram cantando, e batem palmas e cada um por sua vez coloca a sua máscara de bichinho para a entrada na roda do Limoeiro)


Limão, Limoeiro

Mora dentro do galinheiro

(Repete até entrada do Limoeiro que se posiciona em lugar em meio à roda que delimita a brincadeira. Ele desperta)


LIMOEIRO– Ah! Que dia maravilhoso! Dia gostoso! Estou na terra; estou no céu.

Como é bom o bom dia, o dia bom para todos. É tarde, que bonita tarde, boa tarde. E uma noite que vem de boa noite que é. Assim é o bom dia de todas as horas feito de alegria.

Alegria de viver, de estar aqui para contar a história maravilhosa, terrível, séria e divertida de como o mundo pode acabar em nossa cabeça.

Hoje nós vamos contar a história que ninguém pode imaginar por isso vamos assistir que o teatro vai começar.

E para não demorar eu vou tomar o meu lugar

(Limoeiro se posiciona e os atores retornam para cantar a entrada da Galinha. Há escândalos, pulos, salvas de palmas que criam um corso, trenzinhos para enfim entrar)

(Canção da Galinha)

Lá vem a Galinha

Nha,nha,nha


Ela é bem gordinha

Nha, nha, nha


Ela é bonitinha

Nha, nha, nha


E não trabalha

Não, não, não

Passa o dia inteiro

Debaixo do Limoeiro


Debaixo do Limoeiro

Passa do dia inteiro


(A Galinha mexe com o público. Se alguém está de um jeito, diz, depois corre um pouco, segue a sua volta mostrando–se toda ao público. Ela reclama de qualquer coisa, anda de um jeito engraçado, não pára muito tempo para conversar, mas logo se desatina a reclamar)

GALINHA (para a roda de teatro) – Não confiem nesse Limoeiro azedo.

LIMOEIRO – É sempre assim. A Galinha quando entra no galinheiro, faz essa roda, passeia em volta viajando o mundo inteiro. Vejam que ela se mostra a tal, preocupada em tudo. Nervosa, cacareja apavorada. Ela não tem jeito não, em tudo chama a atenção. Se é sol que triste dia, se é chuva, diz que sabia, se tem vento, se esfria, reclama, reclama a galinha de noite e de dia.


LIMOEIRO – Essa é a nossa mada Galinha que depois de tanto está com a cara de espanto.


(Cantoria)

Passa o dia inteiro

Debaixo do Limoeiro


Debaixo do Limoeiro

Passa do dia inteiro


(Galinha senta–se debaixo do pé do Limoeiro)

LIMOEIRO – Oi Galinha!

GALINHA – Não enche Limoeiro, tenho mais que fazer.

LIMOEIRO – Deseja apenas perguntar se leu aquelas folhas que eu te passei?

GALINHA– Não, não gosto de coisa azeda!

LIMOEIRO – Mas tem histórias diferentes, bonitas, aproveita o seu tempo!

GALINHA – Você se acha, não é? Se faz de inteligente, que isso e aquilo, anda até escrevendo. Gente metida.

LIMOEIRO – Bem, achei que ia gostar, que ia me dizer algo. Se não gostou, se achou legal. Nada demais.

GALINHA – Nada demais, essa é fina.

LIMOEIRO – Pensei que fossemos amigos.

GALINHA – Vê se tenho amigos da sua laia, essa não. Faz favor e fica de bico calado.

LIMOEIRO – Bico? Eu não tenho.

GALINHA – Espinhos, azedume, isso tem.

LIMOEIRO – Mas, amiga Galinha!

GALINHA – Quieto, estou assistindo TV pela janela da casa do sítio!

LIMOEIRO – TV? Está bem, não vou incomodá–la!

GALINHA– Tá,tá,tá,reco!

(A Galinha encara o público como se assistisse televisão. Ela comenta sobre o programa e expressões do tipo “que coisa engraçada”; “olhando bem, que notícia ruim”; “será que esse tipo de bicho existe?”; “mas que absurdo eu vejo na minha frente”; “eu já vi de tudo nessa vida de Galinha, só faltava essa”; “será que bate bem?”

LIMOEIRO – (Para o público) Isso é o que acontece com quem não lê, nem quer saber de nada, tem o mundo na barriga. Uma pena. Uma Galinha tão bonita e tão apavorada. Confia no que outros dizem, na TV, e não é capaz de construir sua própria opinião no mundo em que vive. Uma pena.

GALINHA (Soltando uns berros) – Ai, ai.

LIMOEIRO – Não se preocupe gente, toda vez que o dono do sítio desliga a televisão ela tem esses espasmos gritados. Não tenham medo, ela dorme.

(O Limoeiro perscruta o público)

Vejam: Galinha, Ga–linha! Estão vendo? Dorme, dorme. Logo ronca.

(Galinha faz roncos)

LIMOEIRO – Não falei?

(Barulhos e gritaria se ouve. O Limoeiro faz um giro explicando ao público que algo está acontecendo. O Pato e a Pata estão chegando.)


(Os demais atores entram e cantam a música de entrada do Pato e Pata. Eles giram, cantam e brincam, interagem com os públicos)


A Pata e tapa

Tapo e topa

Cai levanta

Dança e canta

A Pata e o pato

O pato e a Pata

Pata ta ta

Pato to to

O casal chegou

Quem, quem

Pata ta ta

Pato to to

O casal chegou


PATA– Oi Limoeiro!

LIMOEIRO – Oi Pata!

PATA– Corri, corri para chegar!

PATO– Corremos e chegamos!

LIMOEIRO – Estão com pressa, vão passear?

PATO– Ele é engraçado!

PATA– Imagina, é ginástica!

LIMOEIRO – Ah! Isso é muito bom!


Pata ta ta

Pato to to

O casal chegou

Quem, quem

Pata ta ta

Pato to to

O casal chegou


(No término da cantoria a Pata vê a Galinha dormindo)

PATA– A Galinha está dormindo outra vez!

PATO– Roncou a noite toda, agora descansa, pode?


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